
Enquanto boa parte do mundo está com os olhos na TV assistindo ao jogo de futebol entre Inglaterra e Itália ainda na primeira fase da Copa do Mundo FIFA 2014, encontro-me enfornado em meu quarto tentando refletir sobre algumas questões existencialistas sobre os relacionamentos modernos após ver uma história curiosa sobre o novo tipo de corno que surgiu no final do século passado, corno este que, se não tiver nomenclatura ainda, chamarei de corno digital.
A era digital é realmente uma beleza para se fazer novas amizades, descolar um emprego melhor, fazer compras e fechar negócios que no networking offline ficaria quase impossíveis de se concretizarem.
Mas como o ser humano é uma raça meio desgraçada, consegue sempre encontrar uma utilidade peculiar e de todas as formas desonestas possíveis.
Eu poderia citar a deep web, por exemplo, mas vou me ater à superfície, pois também já está lotada de diversos tipos de atitudes que são surpreendentemente tragicômicas.
Vou comentar aqui dois casos que vi na internet, e como tudo que está na internet, é bom desconfiar, porém como é algo que, com o mínimo da lei de Murphy atuando, é mais do que plausível de acontecer.
Imagine a seguinte situação: esposa e marido saem certa noite, cada um com seu(sua) respectivo(a) amante, certos de que iriam ter uma noite normal de traição. Hoje em dia, acredito que certas pessoas realmente levam isso na normalidade. Antes de irem para um local mais reservado, ambos os casais decidem ir jantar em um restaurante. Dada a banalidade de que certas pessoas devam tratar este assunto, acho que não há nenhum problema em ir jantar com seu amante, mas não é que os cônjuges acabam se encontrando no mesmo restaurante? Agora se você acha que o casal brigou, você está enganado, caro leitor. Obviamente houve um certo constrangimento, mas pôxa, algo que me leva a crer que esse tipo de atitude é extremamente normal é que este casal com os dois amantes acabou por se sentar na mesma mesa e jantaram todos os quatro, juntos. Pra completar alguém sugeriu a ideia de (por que não?) irem ao mesmo motel e fazerem uma suruba.
A história acima é peculiar pela falta de vergonha em si e poderia muito bem ter acontecido numa época pré internet, mas a história a seguir teve como ponto chave as conversas online que Sana Klaric e seu marido Adnan tiveram com seus amantes virtuais, sob os apelidos de Docinho e Príncipe da Diversão em salas de bate-papo online, em 2007.
Depois de seu relacionamento começar a se desgastar cada um secretamente começou a paquerar cada um, uma pessoa desconhecido na internet, com os quais o casal podia se abrir totalmente e encontrar um conforto e desabafar sobre seus problemas de relacionamento.
Ambos, pela internet começavam a se sentir compreendidos e na certeza de que haviam encontrado uma alma gêmea. Ambos resolveram marcar um encontro com sua paquera. Quando chegaram ao local combinado o que nenhum dos dois sabia era que estava paquerando e havia passado semanas conversando com a pessoa com quem tinha se casado.
O que era uma chance de (chuto aqui) uma em um milhão de provar que os dois eram almas gêmeas, como se sentiam através do monitor acabou com um rompimento do matrimônio, pois nenhum dos dois aceitou a traição. É, vai entender.
Duas situações em que o falso moralismo ou a falta completa do verdadeiro moralismo fazem com que o desfecho seja ao meu ver surpreendente.
Agora se você estiver perguntando, tá mas o que o título acima tem a ver com todo esse papo até agora, bom, explico.
O funkeiro, poeta ou seja lá como você queira chamar o MC Catra, postou em seu twitter:

Pois é, por menor que seja a chance, Sana e Adnan provaram que a tecnologia fez com que já seja possível sim, você ser corno de você mesmo. Então, cuidado.

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